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Dicas para títulos de fotos

Postado por Mario Amaya em 09/08/2011 às 18h 00min

Não precisa seguir todas, mas elas são um bom ponto de partida




1. Na dúvida, foto sem título é melhor.




2. Títulos genéricos, batidos e preguiçosos, em lugar de acrescentar, banalizam e desvalorizam a imagem.
Atuam como viseiras, restringindo a interpretação pelo espectador. Estes títulos comuns em particular são expressamente desaconselháveis, devido ao uso excessivo em imagens ruins: Cotidiano - Solidão - Fé - Descanso - Descanso merecido - A realidade das ruas - Cadê a dignidade? - Um detalhe - Sensualidade - Melancolia - As cores de… - Sabedoria - Hora do lanche - Paz - Simplicidade. Existem muitos outros títulos chavões e irritantes, mas acho que você pegou a ideia. Não?



3. Usar como títulos frases feitas, palavras de ordem e ditados populares
não é errado em si, mas esteja consciente de que essa decisão também irá limitar o contexto de percepção da sua imagem pelo espectador.



4. Fotografou um animal, planta, flor? Dê uma pesquisada básica para descobrir o nome da espécie.
Não chame a foto simplesmente de Animal, Planta, Flor. É um simulídeo, uma cecropiácea, uma strelitzia? O carro antigo que você clicou em frente ao restaurante na praça da igreja não é apenas um carro antigo. É um VW 1600 ano 1969, apelidado Zé do Caixão, com os itens de fábrica originais preservados, adquirido de um zeloso fazendeiro em Cunha que ainda era o primeiro dono. Se o proprietário estiver dentro do veículo ou perto dele, puxe conversa. Ele vai adorar contar essa história toda para você, e isso enriquecerá seu olhar, resultando numa imagem ainda mais interessante. Se um título dado à foto não acrescentaria nada, é melhor deixar a imagem sem título, para o espectador completar a informação com o próprio cérebro. Se você é um fotógrafo de natureza que apura o nome científico do assunto e o usa como título, está ótimo!



5. A legenda da foto pode explicar onde ela foi feita e creditar as pessoas envolvidas, sem problema.
Não é muito comum esquecer isso e deixar os espectadores em dúvida, mas acontece. Daí chovem comentários insistentes e evitáveis perguntando onde fica isso, quem é a pessoa, quando foi, quem foi o maquiador. É tão chato quanto aquela multidão de pessoas no YouTube perguntando quem gravou a trilha sonora do seu vídeo.



6. Se é para ter título, que seja preciso.
Nada de confundir tigre com leopardo, maria-fumaça com diesel-elétrica, serra elétrica com motosserra e Mercedes SLK com Porsche. Na dúvida, pergunte. Não pague mico publicamente por erros de informação básicos.



7. Por favor, confira o português.
Meiguisse não é com ss, Meia de ceda não é com c. Um erro bobo desses acaba com sua imagem – nos dois sentidos.



8. Não tem título? Então, não chame de Sem Título.
Soa pedante. Artistas plásticos colocam Sem Título em suas peças, mas num contexto diferente. Você não precisa fazer o mesmo. Parece que está querendo dizer: Eu sou um artista, tá.



9. Marcas d'água – assinaturas e logos berrantes interferindo na leitura da foto – promovem o seu ego, mas na mesma medida prejudicam o seu espectador.
Além de estragarem a experiência da visualização, elas são perfeitamente inócuas contra o eventual roubo da sua imagem. Já ouviu falar do Content-Aware Fill do Photoshop? Nenhuma marca d'água resiste a ele. Além disso, estatisticamente a sua chance de não entender de tipografia e criar um logo feioso é grande demais para honestamente recomendarmos que o faça. Coloque sua informação de autoria completa e copyright nos metadados EXIF da foto, que é o verdadeiro lugar deles. E desista da marca d'água na foto. Quando muito, inclua o seu endereço de Web num cantinho, bem pequeno.
 


10. Pare de colocar molduras.
Além de desperdiçarem preciosos pixels da tela, parecem querer dizer: Só para lembrar mais uma vez, sou um artista, viu. Se, então, publicar a foto emoldurada e com título e assinatura escritos dentro da moldura, como se fosse um pôster, a percepção geral da maioria dos espectadores será a seguinte: você é vaidoso, pretensioso e brega.

Em resumo: as pessoas não estão olhando para você, estão olhando para a sua imagem; portanto, deixe-a falar por si mesma.

Concorda, discorda? Escreva!



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Perguntas e respostas úteis para quem está começando! Por Mario Amaya

em Novidades 27/10/2010 01h34

COMENTÁRIOS
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por Andrea Fournier em 15/11/2012 às 11h 28min Responder
Tem razão

Parabéns, adorei as considerações as quais nunca havia parado para refletir. A sua razão vem da observação destes fatos e não há como discordar! Obrigada por compartilhar


por Arthur Germano em 31/08/2011 às 08h 29min Responder
Uau

Vou procurar estudar minha imagem inocentemente antes de titular, aí quem sabe até eu que sou o autor dela, descubro um titulo interessante? Boas dicas Editor!


por Ana Paula Sarkis em 28/08/2011 às 20h 05min Responder
Em partes

Já usei muito marca d'água, mas com um objetivo bem diferente da proteção da imagem: para divulgação do trabalho. Geralmente minhas marcas d'água estão em fotos de baixa resolução, que são também utilizadas pelos clientes, nas redes sociais... e assim, divulga o trabalho... e eles gostam muito !!! Já os fotógrafos... ah, eles não gostam não.... Já usei muita moldura, hoje não uso mais... Mas não tenho nada contra elas... Só não entendi o que esses itens tem a ver com o post, já que não tem nada de títulos neles... Ah, as dicas estão mais para "o que não fazer ao escolher o título"... :-) A melhor dica é a sétima... erros de português ninguém merece mesmo !


por Fernando Salomão em 20/08/2011 às 13h 29min Responder
Sem título

Concordo com alguns itens outros discordo, como o item 2,não deixaria de colocar um nome em meu trabalho pq vc acha "batido e preguiçoso" já que identifiquei ele assim, mas cada um tem sua opnião, obrigado pelo artigo e abraço.


por Carlos Augusto em 17/08/2011 às 23h 38min Responder
Concordo

Concordo e vou seguir as sua dicas. Obrigado





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