
Sertão onírico, ao deparar-se com tua exuberância solar, não há olhar que não transborde. Do solo árido, brotando como juremas, a história se impõe à seca, esgueirando-se nas sombras, nas casas de taipa, na elegância brejeira do povo. Uma noiva errática vestida de sonhos: sertão feminino-masculino, híbrido. Que não cessa de escrever-se na poesia das pedras, do vento, dos cactos, da seca - nos mitos, nos votos, na fé. Na pele do povo, miríade de sentires: o sol, embora enrijeça, sensibiliza.
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